Acordei desesperada.
Não encontro as tuas saudades no sítio delas.
Remexi tudo.
Abri as gavetas e gavetões do tal lado esquerdo e nada.
Procurei no sítio dos mimos.
Passei uma hora e 6 minutos a olhar a minha barriga.
Estou pasmada a olhar os dedos dos pés.
Nada nos braços.
Nada no fundo das costas.
Não sei das saudades de nós.
Pior ainda, não sei de ti em mim.
E se isso se confirmar amanhã de manhã não terei mais como lembrar-te.
Não saberei mais como sorrir-te.
Não me preocuparei mais contigo.
Para onde fogem as saudades que gostaríamos de sentir?
Como queria encontrá-las,
para as colocar delicadamente nas conchinhas das mãos.
Mas nem os meus dedos sabem delas.
L.Blue