
Montanhas.
Demasiado fumo.
Nuvens escondendo o verde.
Curva estreita.
Escapam passos.
Demasiado fumo.
Nuvens escondendo o verde.
Curva estreita.
Escapam passos.
Vejo o corpo e as mãos à espera.
A entrega alucinada.
Abraça-nos a mudança.
A entrega alucinada.
Abraça-nos a mudança.
Da curva vê-se uma longa estrada e uma paisagem árida mas tranquila.
É sede.
É fome.
É fome.
É Vontade!
São os braços que se embrulham no colo, formato presente, com laço para rasgar e papel para espalhar pelo chão como no Natal.
Arranca-se sem princípio, meio, nem fim. Principalmente sem fim. Totalmente sem meios.
Há luz e contraluz. Não se vê nada e conhece-se o todo.
É tacto. É olfacto. São sentidos…
-Os abraços.
Um pouco menos do que se quer, bem mais do que se espera.
Reencontro com a natureza na serena entrega do passo que acalma, das pernas que se fazem ao caminho. Feliz entrega ao percurso da casualidade.
E dentro…dentro faz-se música e dela nascem todos os sons. E descobre-se a voz. Encontra-se “A” palavra.
Quadro sem fundo.
Linha recta.
Parede branca e lençóis azuis onde se descrevem selvas e desertos.
Quadro sem fundo.
Linha recta.
Parede branca e lençóis azuis onde se descrevem selvas e desertos.
Dança.
Contradança.
Espaço infinito e pés descalços para rodopiar em voltas e mais voltas de braços abertos para o vento num amarelo- torrado “made in África”.
Contradança.
Espaço infinito e pés descalços para rodopiar em voltas e mais voltas de braços abertos para o vento num amarelo- torrado “made in África”.
Lambem-se feridas.
Prepara-se o leito.
Faz-se o ninho.
Criança crescida, mãe com a vida de mochila às costas rumo à natureza, sem medo de pecar.
Sem medo de cair.
Sem medo de chegar.
Sem medo de voltar.
Prepara-se o leito.
Faz-se o ninho.
Criança crescida, mãe com a vida de mochila às costas rumo à natureza, sem medo de pecar.
Sem medo de cair.
Sem medo de chegar.
Sem medo de voltar.
Mãe África .
Cheiro a terra batida, muito calcada. "Bafarada" quente que imana de nós e do outro.
Cheiro a terra batida, muito calcada. "Bafarada" quente que imana de nós e do outro.
Transpiração, humidade.
Cabelo apanhado, para segurar a juba e libertar as costas para o sol queimar.
Cabelo apanhado, para segurar a juba e libertar as costas para o sol queimar.
Alma em mim e o meu caminho comigo.
Não somos Eu e Tu…somos “Nós”.
Sinal aberto.
Verde. Azul.
No fundo da estrada o mar azul, e um mergulho profundo, inteiro.
Quando a música tocar estaremos lá.
E, com a nossa pauta escrita, com quatro mãos dadas, em movimentos de dança tribal, no olhar e no sangue que nos une, uma só nota…
E, com a nossa pauta escrita, com quatro mãos dadas, em movimentos de dança tribal, no olhar e no sangue que nos une, uma só nota…
”PS. LION MOTHER”.
L.Blue