2 de setembro de 2010
"E que a minha loucura seja perdoada....porque metade de mim é amor...e a outra metade: Também!" Oswaldo Montenegro
O que acontece na vida é que nada se resgata.
O TEMPO nasce todos os dias no momento em que abrimos os olhos.
Não se resgata nem um minuto.
Não se resgata nem um segundo! Nem mesmo quando é absolutamente fundamental.
Assim como não há valor atribuído para pequenos momentos de extrema beleza, não há nada que apague a coisa feia que se absorve pelo olhar, pelas mãos, pelo olfacto…
“Mudam-se os tempos…mudam-se as verdades…” e a minha é hoje diferente da que foi ontem. Nada me surpreende. Mas pouco existe que me deixe ferida. Mas fiquei. E ainda fico. Porém, não é proporcional o meu riso comparado com o meu choro. Vale o dobro um riso desdobrado em gargalhada.
Fui vendo muita coisa. Dentro e fora de mim. Orgulho-me dos meus “Nãos” mais do que dos meus “Sins”.
Não suporto essa sabedoria de bolso de quem passeou pelo mundo mas não apreendeu rigorosamente nada…e ainda assim considera ter apontamentos no bloco A5 que retira prontamente da carteira para se lembrar das notas e criticar o que não viu com os olhos mas apenas com a sua lente fotográfica.
O único problema da mudança é quando temos de a fazer sem rede. Sem proteção. Com consequência.
Se cairmos, caímos absolutamente sozinhos e nada há a fazer senão levantarmo-nos de novo, independentemente da dor ou da náusea.
-Não é a mudança que assusta mas o que fazer com ela.
São imensas as possibilidades. Encontrar a que resultará pode levar o seu tempo.
São muitas as quedas.
- “Adeus!” E saber que posso não voltar a tempo. E que farei com esse sentimento de não chegar a tempo?
Não acredito nessa coisa chamada ordem natural da vida. Mas nem a coragem me faz esquecer essa forte possibilidade.
Não é fácil a orfandade nas tomadas de decisão.
São três passos para trás…um cheiinho de medo para a frente e assim sucessivamente.
Algo nos conforta brutalmente: quando CHEGAMOS ao nosso destino.
A vida há-de ser sempre busca incessante, mesmo quando acharmos que já conquistamos tudo.
Que a alma seja grande e não se perca em reflexos nem enganos. E que nunca me esqueça de onde vim, por onde entrei. Mas principalmente, que encontre a PORTA GRANDE DE SAÍDA, porque faço questão de sair por ela em direcção ao AZUL.
L. Blue
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