Chegaste com toda a força. Acendendo o turbilhão de Agosto e dos meses de pertença.
Chegaste ontem. E antes de ontem. E antes do antes… e do depois de Nós! Chegaste até mim!
Chegaste numa frase. E o meu sorriso disparou contra o meu peito. E espalhei-me ao comprimido numa música a gritar muito alto. “turu turu turu” outra vez!
Meti 5ª, liguei luzes, faróis…nevoeiro, atrás e á frente, acelerei fundo, sem pressa de chegar, apenas pelo prazer de usar a caixa de velocidade. E segui em frente.
Que falta me faziam as nossas frases perdidas na telinha, do encontro… do verde do semáforo…do verde lá no fundo de ti... quando te olho bem dentro.
…lençóis brancos outra vez, troca de pacotinhos em formato de açúcar, frases nossas. Circo na nossa cama, afundanços no sofá, domingos de sonolência feitos de abraços num sem nada para fazer onde tudo o que é nosso se chama “PARTILHA”. Sem pontos finais, sem reticências, sem exclamações…apenas maiúsculas daquelas mesmo muito grandes e um: “Shhhhhhh…amo-te…” (…)
Porque tudo em nós é amor. Partido e repartido vezes sem conta e depois multiplicado e triplicado e dividido por onde mais precisamos…É este o nosso Amor.
Flecha azul em velocidade vertiginosa. Disparada em direcção a tudo o que nos faz falta. Trânsito interrompido, sentido único para o essencial, proibição de estacionamento, STOP e paragem obrigatória para a vida.
Esta viagem era tua também. Bilhete comprado sem estrada nos pés, apenas nuvens de algodão e o branco da neve enquanto se sobrevoa “Le Mont Blanc”.
Um rio á porta de casa e vilas muito frias onde os casacos não chegam para aquecer e a tua presença é tão necessária para “O” abraço ao final da tarde. Quando a temperatura desce abaixo de zero.
Inventaríamos concerteza um novo slogan com sabor a poesia e o ano começaria com uma nova marca de açúcar no mercado.
Não sentia esta turbulência há algum tempo. Daquelas muito muito tremidas.
-Intensas!
Que fazem cair as máscaras de oxigénio…porque nos tiram o ar…
Este ano…não garanto ficar longe. Quero o “xeque mate”! Avançar com a rainha e deixar a casa vaga para invasão e ”xeque”…avançar a galope, dar folga aos peãos, baixar as torres, desarmar o rei por completo e, “xeque mate”… com possibilidades infinitas de me render ao doce sabor de quem termina uma batalha e se permite a começar uma nova jornada.
Deste lado e ainda em pleno voo, ouve-se “when love takes over”… sem medo de cair.
Amanhã, e porque chegaste na hora exacta…prometo-te o início, mais uma vez.
No entretanto, fotografo nuvens para ti. E acumulo milhas para te levar em viagens a sítios e lugares onde nunca estiveste.
L.Blue
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