
Tenho medo do meu livre arbítrio
Das reticências dos meus passos
Na solidão dos meus pedaços…
Tenho medo dos milagres,
Nos dias que ainda não começaram
De todos que ainda não me abraçaram…
Não sei separar os meus erros
Ou os meus fracassos…
Nem o TEU TEMPO
Dos nossos laços…
Em cada dia que me entrego
Nada acontece como desejo…
E quedo livre na vontade de um beijo…
Não procuro fim nem começo
Não recuo
Não infrinjo
Não fujo
Não minto…
E se perco, é um perder sem futuro…
Que dói apenas num segundo…
Que não se intromete como um muro
E, amanhã… entrarei de novo…
Na energia viva do teu mundo.
....
Sim.
Tenho medo de mim...
Do sussurrar quieto do que não dizes
Das palavras que pensas e não falas
Da desculpa que temo… mas calas.
Calas tão serenamente o que está pronto
E segues no mesmo caminho de antes…
Sozinho… sem encontro...
E assim ficamos…incessantes…
Sem ruas marcadas, nem cores…nem fim…
E de nós só já existe, esta ausência de mim…
Tento atar o tempo,
Mas…
apenas encontro
Um olhar vazio…
E nesse mesmo momento
Para cada um de nós…
um rumo diferente...
Muito à frente..no tempo...
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