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17 de fevereiro de 2014

De cada vez que leio aquele poema estremeço.
Recordo cada milésimo de segundo daquele momento...
Fico no teu colo de novo.
As palavras têm essa magia. Devolvem-te!
Devolvem-te (para) mim.
E, entretanto, cada centímetro do meu corpo, estremece.
...a medida do teu polegar...
Não é poesia. É carne.
Estremeço em ti. Não contigo. Repara, é diferente. Estremeço, em, ti. Ponto.
Acho que devias escrever todos os dias.
Estou cheia de saudades. Saudades tuas.
De te saber perto. Ali, quase ao fim da rua. Sem barreira de Segurança... ao cimo da escada.
Soubesse ele que levava uma bomba dentro do peito e teria, pelo menos, pedido o Passaporte...
(adoro ver-te sorrir...como agora!)
É, são assim as palavras. Como as tuas. Estremecem e abalroam. Tipo avião que aterra no peito de quem espera.
Meu amor, posso chamar-te assim? Sem profanar o teu Amor?
Como chamo aos três pequeninos que inundam o meu coração? Posso?!
Aqui vai:
Meu amor, acho que devíamos encontrar-nos num país qualquer . Sem poesias.
Devíamos encontrar-nos e pronto!
Istambul, Praga, Viena...uma cidade qualquer. Marcar a data e IR.
Eu esperaria por ti e, tu, chegarias ansioso e “lindo de morrer”.
Depois, seria tua. Como não pude ser antes. Seria, tua.
Seria a Blue menina. E, seria um pouco mais que isso quando abrisse o mapa de territórios que ainda não vimos. Delineasse os trajectos da cidade. Depois, depois disso tudo: desenhava-te um coração.
...és a primeira pessoa com quem estaria disposta a partilhar uma viagem. Tenho medo das pessoas chatas que se consomem com pressas e não sabem dormir ou estar acordadas e não param para comer ou comem demasiado e não medem perigos ou então não gostam de ver e não vendo não saem de sítio nenhum...

Contigo. Vendo-te ali. Uma paz desconhecida. Alguém a quem não preciso explicar o que significam os números pequeninos de 1 a 147 do mapa do turista somewhere over the world.
És uma espécie de Casa na qual me conheço.  Não sei dizer isto de outra forma...
Território nacional de Blue .
Eu lírico.

-Meu amor, acho que devíamos comprar esse bilhete.
E, se, de repente, todas as cidades do mundo desejarem não ser mais visitadas?
O que farei com as saudades de ti? E os centímetros de corpo que querem ser teus?
O que farei com o papel e o lápis para o desenho?
"Os braços abertos á espera de se fecharem?" 
A boca, o umbigo, o cabelo solto?

...O que farei com as saudades de ti?
E a eterna sensação de ter profanado o amor....

L.Blue


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