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27 de fevereiro de 2014


Dizem que há um tempo para tudo.
Há apenas tempo para Ir.
Dentro de mim acaba-se a espera do mundo.
Debate-se,
rezinga,
faz birra,
bate o pé no chão.

Há tempo de ir e de chegar.
Dentro de mim,
esforço.
A mala inquieta.
O desatento sentir das esferas
Poemas descalços.
Salina inundada
Nem água nem mar.
Tempo de ir. Tempo de chegar.
Eu, aqui.
Nada meu.
Tudo perdido.
Do início ate ao fim.
Tudo perdido.
Nada meu.

Olho a mala.
Nada de muito, seria demasiado...
Do necessário apenas a vontade.
Ir.
Tempo de ir. Tempo de chegar.
Nada meu.
(...)

Que doçura tem a morte anunciada?
Paz.
Nenhuma.
Dizem que há um tempo para tudo.
Há apenas tempo de ir.
Para além disso, a notícia.
O desvendar das coisas novas.
O jardim na manhã de amanhã.
Para além disso,
o amanhã.

Se há um tempo para tudo,
Haveria de existir
tempo de se ficar.

E, aqui, há penas tempo de ir.

L.Blue









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