Deixei o prato de lado. As coisas e as músicas.
Deixei palavras e letras. Aqui.
-Amei-te no exacto segundo da descida. “Deve ser difícil ser tão bonito….”
Atropelei-te sem querer. Não quis chegar de repente mas, não conheço outra rota.
Quis declarar isso de forma breve, permanente, intencional. Rápida! Mas, não consegui definir milésimos de tempo. Outra questão sem medida para fita métrica. Talvez alguém possa explicar-me devagarinho como se faz. Talvez...
Aterraste em mim e suspendeste-me a alma na paisagem do teu colo alto! Azul. Não tinha tamanho. Imenso. Imenso. Como se fosse o “Longe”. E isso, é bem capaz de ser muito para quem quer tudo!
Fui apenas eco enquanto te olhava. Não via senão eu mesma. E, por isso, te vi. E senti medo. Não posso voltar atrás em mim. Não se recuperam almas. Talvez vidas… mas, não almas suspensas no Azul do longe! E, amei-te naquele exacto momento.
L.Bue
L.Bue
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